Culto de Início da Primavera - Kyoshu-Sama
04/02/2010 10:00
AS PESSOAS QUE DESEJAM CONDUZIR OUTRAS PESSOAS AO PARAÍSO, NATURALMENTE O ALCANÇAM
Parabéns a todos pelo Culto de Início da Primavera.
É com imenso e profundo respeito que afirmo que o Supremo Deus está vivo. Acredito que, como partículas do Seu espírito, recebemos o desígnio divino de nos tornarmos filhos que correspondam à Sua vontade.
Cumprindo este desígnio, Meishu-Sama renasceu como Messias, ou seja, como verdadeiro filho do Supremo Deus.
No culto de hoje, renovamos nosso sentimento e louvamos o Supremo Deus, que se encontra junto a Meishu-Sama, agradecendo profundamente a permissão de, unidos a Meishu-Sama, estarmos sendo guiados para renascer.
O Supremo Deus possui critérios que transcendem os critérios de bem e de mal estabelecidos por nós, seres humanos. Seus critérios, como disse Meishu-Sama, são “livres e desimpedidos”, insondáveis para o ser humano. Ele possui, ainda, o poder que une e harmoniza forças antagônicas como o positivo e o negativo, o ying e o yang, o bem e o mal deste mundo, o certo e o errado etc.
Meishu-Sama se referiu a este poder como “Força Absoluta”.
Gostaria que oferecêssemos, de todo coração, nossa gratidão por estarmos tendo a permissão de, unidos a Meishu-Sama, estarmos sendo criados e educados dentro da dinâmica da grande harmonia gerada por esta Força Absoluta.
Agradeço sinceramente a todos os senhores por estarem se empenhando na prática do sonen de altruísmo para – como disse o presidente Watanabe em sua saudação de Ano-Novo – “conduzir o maior número possível de pessoas ao caminho da felicidade, tendo o Johrei e os Ensinamentos como guia, e a postura de Meishu-Sama como exemplo”.
Creio que Meishu-Sama deva estar extremamente feliz com o sentimento sincero de todos os senhores, que, visando se tornar pessoas paradisíacas, vêm se empenhando em progredir, passo a passo, por meio do exercício das práticas do sonen de altruísmo e das pequenas ações altruístas.
Estas últimas são a nossa diretriz para este ano.
A propósito, que tipo de ser humano seria a “pessoa paradisíaca” mencionada por Meishu-Sama?
Acredito que essa pessoa seja o “ser humano de natureza divina”, tal qual ele explicou.
Meishu-Sama nos ensina que, originalmente, o ser humano possui duas naturezas: a divina e a animal.
Além disso, afirmou: “Desenvolvimento cultural significa o ser humano de natureza animal elevar-se à [condição] de natureza divina”, e ainda, “o local onde se reúnem seres humanos divinos não pode ser outro senão o Paraíso Terrestre”.
E, para conduzir-nos a esta [condição] de ser humano divino, o Supremo Deus preparou, dentro de cada um de nós, uma autoconsciência, chamada também de consciência/sentimento (kokoro).
Desta forma, nosso eu não nos pertence. O Supremo Deus é que faz com que ele pareça ser nosso.
A consciência/sentimento criada por Ele é importantíssima e está repleta do Seu ilimitado amor.
Sem ela, nós não conseguiríamos sentir a alegria do Supremo Deus, que está concretizando a Obra da criação, e não nasceria em nós a emoção, a gratidão, o amor sincero e o makoto.
Por meio da consciência/sentimento, Ele está tentando se manifestar como natureza humana rica, alegre e harmônica. Por isso, para o Supremo Deus, a consciência/sentimento é um importante ponto de apoio para Ele se manifestar na Terra.
Mais que tudo, não seria justamente por existir esse eu que o Supremo Deus consegue nos fazer renascer como Seus verdadeiros filhos, cumprindo, assim, o propósito da Criação?
Talvez seja em prol dessa formação que o Supremo Deus está nos permitindo sentir o eu como se fosse algo nosso.
Sinto que isso é o profundo amor do Supremo Deus como o Pai da vida.
Uma vez que, a começar por nossos pais e antepassados, viemos acreditando que o eu era propriedade nossa, travamos batalhas interiores, fazendo com que o bem e o mal se digladiassem dentro de nós e, para nos protegermos, acabamos ficando num mundo no qual precisávamos viver pensando nisso o tempo todo .
A nós, que nos encontrávamos neste mundo, Meishu-Sama ensinou que a consciência denominada paraíso, ou seja, a natureza divina, encontra-se no centro da nossa consciência/sentimento.
Além disso, Meishu-Sama está nos conduzindo com paciência e tolerância para que possamos despertar para a luz que é a natureza divina que brilha dentro de nós e para que possamos ser utilizados na sagrada Obra, que fará com que a dinâmica do Paraíso seja refletida no plano terrestre.
Não teria sido exatamente por isso que Meishu-Sama orientou sobre “eliminar” ou “descartar” o ga [ego] e o apego?
Mesmo que se diga “eliminar o egoísmo e o apego”, tudo o que existe no mundo foi criado pelo Supremo Deus; por isso, na verdade, não existe nada para ser eliminado.
Acredito que a razão para Meishu-Sama ter dito para “eliminarmos [o ga]” foi porque ele pretendia nos advertir para o fato de que consideramos nossa consciência/sentimento como algo que nos pertence; confiamos demasiado em nossa sabedoria e força; somos arrogantes; criticamos e somos criticados. Em outras palavras, ele queria nos prevenir do fato de que estamos vivendo como se fôssemos o centro, o sujeito principal.
Nossa individualidade, originalmente, existe dentro da natureza divina, que se encontra no centro da nossa consciência/sentimento. Trata-se da natureza divina do Supremo Deus.
Nós precisamos reconhecer e acreditar que essa natureza divina existe no centro da nossa consciência/sentimento.
Além disso, dentro de nós, Meishu-Sama se coloca, o tempo todo, face a face conosco, observando tudo o que se passa em nossa consciência/sentimento e ouvindo todos os nossos pensamentos.
Sendo assim, não devemos tentar afastar ou eliminar o eu – que, em meio à ignorância e à divagação, ainda permanece amarrado ao ga e ao apego – como se ele fosse um problema ou algo impuro. Pelo contrário, como tudo já está envolvido pelo amor e pelo perdão [do Supremo Deus], seria melhor que, aceitando este fato, orássemos para que tudo fosse perdoado, purificado, salvo e revitalizado; e que, entregando-nos ao Supremo Deus, por intermédio de Meishu-Sama, pedíssemos, mais uma vez, para que esse sentimento seja utilizado como Seu.
E ainda, agradecer a permissão de guardar em nós o eu – que é algo da maior importância para o Supremo Deus –, e ter o dever de servir com o sentimento de querermos ser utilizados para que Ele e Meishu-Sama apareçam, e não nós mesmos.
Dessa forma, o eu, que era utilizado até hoje como nosso, se unirá em um só sentimento e consciência com a natureza divina que existe dentro de cada um de nós. Eu acredito que esse é o verdadeiro significado da união.
Toda e qualquer pessoa vive em busca da felicidade. No Ensinamento “Nós é que traçamos o destino”, lido no culto de hoje, Meishu-Sama nos ensina que precisamos cultivar o sentimento de amor altruísta para sermos felizes e que a fé é o único caminho para cultivarmos esse sentimento.
Em uma palestra de 1953, Meishu-Sama orientou sobre a fé afirmando que, quando oramos a Deus, o apego em querer ajudar ou querer ser ajudado acaba interferindo negativamente. Além disso, ele apresentou experiências pessoais para enfatizar que tudo precisa ser entregue a Deus com confiança na grandeza e na profundidade do Seu amor. Ele também ensinou que precisamos mudar o conceito, a visão e a compreensão que tínhamos sobre Deus até hoje.
Outrossim, enfatizou que existe uma diferença fundamental entre aquele que, por egoísmo, quer ir sozinho para o Paraíso, e aquele que quer conduzir outras pessoas ao Paraíso. Ele também afirma que as pessoas que desejam conduzir outras pessoas ao Paraíso, naturalmente o alcançam.
Nós fomos salvos por Meishu-Sama e conduzidos até aqui por seus Ensinamentos.
Sendo assim, precisamos dar um passo à frente e nos libertar da fé professada até hoje, que objetiva retorno, recompensa ou premiação.
Por meio da prática de pequenas ações altruístas, que está sendo feita por todos os senhores, crescerá dentro de cada um, sem que o percebamos, uma fé em que nossa alegria é alegrar o Supremo Deus e Meishu-Sama e não uma fé que objetiva apenas nossa própria felicidade. Neste sentido, sinto que amadurecer como verdadeiros fiéis de Meishu-Sama, cuidando bem desse tipo de fé, é o verdadeiro caminho para sermos felizes.
Além do mais, cada um de nós recebeu do Supremo Deus a permissão de nos relacionarmos com Ele usando as palavras e o sonen. Sendo assim, nós precisamos comunicar todos os acontecimentos e sentimentos a Meishu-Sama e deixá-los entregues aos desígnios do Supremo Deus. Desse modo, gostaria que nos dedicássemos no partilhar das bênçãos do Paraíso com todos os seres, por meio de nós e a partir de nós. Gostaria, igualmente, que o ato de comunicar a dedicação realizada e o de se entregar [a Deus] se tornem um hábito plenamente assimilado, e também, uma grande alegria.
Dessa maneira, nossa verdadeira missão como seres humanos que possuem o Paraíso como local de origem, é a de sermos utilizados, juntamente com o sopro da vida do Supremo Deus, na divina obra de retorno ao eixo vertical que une o Céu e a Terra, conscientes da palavra e do sonen vivos do Supremo Deus.
Se consideramos as diversas atividades humanas como o movimento de rotação, creio que a roda formada por tais atividades só gira de maneira adequada e satisfatória porque o eixo vertical existente no centro de cada um de nós está bem firme.
Sendo assim, vamos nos empenhar para que, por meio da prática do amor altruísta, possamos nos aproximar cada vez mais do ser paradisíaco que é Meishu-Sama, construindo um “eixo da fé”, um eixo vertical inabalável.
Encerro minhas palavras orando para que toda a grande natureza possa ser revitalizada por intermédio da brisa da primavera e para que todas as coisas possam ser revitalizadas pelo constante retorno ao Supremo Deus, que se encontra junto ao Messias Meishu-Sama. Oro para que sejamos utilizados dessa maneira juntamente com toda a humanidade e com tudo o que existe.
Que a nova obra de criação do Supremo Deus seja repleta de prosperidade.
Muito obrigado.
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